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Restauração da Cor do dente

Com o avanço das resinas fotopolimerizáveis, hoje em dia, é plenamente indicado e seguro a utilização desses materiais para restaurações de dentes posteriores. Até a algum tempo atrás, o material de seleção mais usual era o amálgama de prata. Cabe ressaltar que existem critérios e restrições para o uso de ambos materiais citados acima.

Caberá ao profissional avaliar, diagnósticos e expor ao cliente qual o melhor tratamento a ser realizado, assim como o material mais indicado para o caso.

HIGIENE BUCAL DAS CRIANÇAS

Assim que erupcionarem os primeiros dentinhos, os pais já devem iniciar o processo de escovação e motivação de criança quanto aos hábitos de higiene oral.

Essa escovação deverá ser realizada por um adulto até a idade em que a criança vier a apresentar coordenação motora apropriada para realizar uma boa higiene. Nessa fase, o monitoramento e orientação dos pais também serão decisivos para a total independência da criança quanto a sua escovação dental.

CREME DENTAL E SUA EFETIVIDADE NA HIGIENE ORAL

Hoje em dia, com tantas marcas e apelos publicitários existentes no mercado de cremes dentais, o consumidor se questiona muito quanto ao creme dental que deve usar. Na verdade, a efetividade de uma escovação está mais relacionada a escova dental utilizada e à técnica de escovação empregada do que propriamente ao creme dental. De forma geral costumamos preconizar a realização de um rodízio de marcas. Isto é, de tempos em tempos que seja trocado o creme dental a ser utilizado. As variações mais significativas de uma marca para outra estão no grau de abrasividade, percentuais de concentração de algumas substâncias, inclusive flúor, sabor / aroma, etc.

ESCOVA E ESCOVAÇÃO IDEAL

Em uma escova dental devemos sempre buscar características básicas tais como: cerdas macias, pontas polidas e arredondadas, cabo anatômico de acordo com a sua preferência e cabeça com contorno arredondado. A vida média de qualquer escova é de aproximadamente 2 meses. Portanto, é recomendável que se troque à escova dentro do período médio mencionado.

TÉCNICA DE ESCOVAÇÃO

A técnica mais difundida e recomendada consiste em posicionar as cerdas com um ângulo de 45° sobre as superfícies externas e internas (vestibular e lingual) dos dentes e realizar movimentos verticais no sentido da gengiva para ponta incisal dos elementos dentários. É como se estivéssemos "varrendo" os dentes. Também podemos alternar esses movimentos com um outro tipo de movimentação mais circular visando um suave massageamento da gengiva. As superfícies superiores (oclusais) podem ser escovadas com o tradicional movimento de vai e vem.

O uso do fio dental torna-se imprescindível para uma perfeita higienização das paredes proximais dos dentes, isto é, a região entre um dente e outro onde a efetividade de escova dental torna-se limitada.

 

USO DE ANTIBIÓTICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS AOS DENTES

Podemos afirmar que o uso de antibióticos derivados da tetraciclina, na fase de formação dos dentes (até 16 anos), podem causar manchas dentais. Fora isso, não existe comprovação cientifica que relacione o enfraquecimento dos dentes ao uso de antibióticos.

 

Hipersensibilidade dentinária

É bastante simples perceber quando isso acontece. Se você, ao ingerir qualquer líquido ou alimento quente ou frio demais, doce ou muito ácido, sente um ou vários dentes doerem, é porque você apresenta hipersensibilidade dentinária.

As causas mais comuns que levam a isso é a retração gingival seguida de uma abrasão ou erosão do esmalte da região mais próxima da margem gingival. Na maioria dos casos , essa abrasão é causada por um trauma na escovação que ocorre devido ao uso de escovas duras ou muita força na escovação.

Outros fatores relacionados são: cárie , má formação do esmalte, restaurações mal adaptadas ou fraturas.

Para tratamento são utilizados: soluções fluoretadas para bochechos, aplicações tópicas de flúor; confecção ou troca de restaurações, pasta dental à base de cloreto de estrôncio e de nitrato de potássio, uso de adesivos dentinários-restauração da área sensível onde houve perda de estrutura dental.

Sangramento gengival - sinal de alerta!

O sangramento gengival normalmente está associado à doenças nas estruturas de proteção e suporte dos dentes chamadas gengivite e periodontite , mas também pode ter alguma relação com doenças sistêmica.

A gengivite é uma doença inflamatória e infecciosa da gengiva, causada pela placa bacteriana, caracterizada por sangramento gengival espontâneo ou não (durante o uso de fio dental, escova de dente, etc), inchaço, vermelhidão, alteração do contorno gengival além da mudança de textura e consistência.

A periodontite, normalmente, tem as mesmas características da gengivite, porém já existe a perda de osso alveolar, contaminação das estruturas que sustentam os dentes, resultando no amolecimento dos dentes e em sua mudança de posição na boca, podendo chegar à perda do dente.

Além da perda dos dentes, algumas das bactérias que causam a periodontite e suas toxinas têm a capacidade de atingir a corrente sanguínea e agravar algumas doenças já existentes dos pacientes, como algumas doenças do coração, instalando-se em placas de gordura no interior dos vasos sanguineos (ateromas) e em válvulas do coração com defeito, por exemplo, causando uma complicação chamada endocardite bacteriana, o que complicaria sua saúde ainda mais, podendo levar o individua à morte.

Diante de todas as evidências científicas existentes, fica claro que a prevenção e tratamento das doenças periodontais poderiam diminuir enormemente as sequelas de doenças do coração e muitas outras como : diabetes, partos prematuros de bebês e doenças respiratórias . Portanto , atenção com as manifestações de sangramento gingival ! Procure um dentista , preferencialmente especializado em periodontal, para fazer uma avaliação e tratamento apropriado.

GRAVIDEZ E PROBLEMAS BUCAIS

É muito comum escutarmos falar que a gravidez acarreta vários problemas dentários. Mas na verdade, a grande maioria desses comentários não tem fundamentação científicos e não são procedentes!

A gravidez não é responsável por um aumento da incidência de cáries ou perda de dentes nas mulheres. A literatura mostra que a incidência de cáries em mulheres grávidas é a mesma que em mulheres não grávidas. O que pode ocorrer, devido à uma alteração hormonal desse periodo, é a flora natural da boca passar por um desequilibrio e gerar o aparecimento de algumas sintomatologias facilmente contornáveis com os cuidados tradicionais de higiene oral: escovação, uso do fio dental, visitas ao dentista, limpeza profissional e cuidados preventivos

A gravidez não é responsável pela perda de minerais dos dentes da mãe para formar as estruturas calcificadas do bebê. Já está comprovado que os dentes não participam do metabolismo sistêmico do cálcio. O cálcio provém da sua alimentação e, quando esta for inadequada, virá de estruturas dos seus ossos.

Na gravidez, o tratamento odontológico não é prejudicial à mãe e ao feto. Os riscos durante o tratamento odontológico são menores que os riscos que os problemas bucais podem causar à mãe e ao bebê.

No tratamento odontológico da gestante deve-se tomar certos cuidados com o uso de anestésico local com vasoconstritores, tomadas de radiografias com a devida proteção de avental de chumbo , exames sanguíneos mediante necessidade de qualquer cirurgia oral menor, etc.